Quando ocorre um incêndio em um imóvel comercial, uma das primeiras dúvidas que surgem é: quem é o responsável pelas falhas no sistema de prevenção e combate a incêndio? O proprietário do imóvel ou o locatário que ocupa o espaço?
A resposta não é simples e depende de fatores legais, contratuais e operacionais. Entender essa responsabilidade é essencial para evitar prejuízos financeiros, processos judiciais e até responsabilização criminal.
O que diz a legislação?
De forma geral, a legislação brasileira determina que o imóvel deve estar em conformidade com as normas de segurança contra incêndio exigidas pelo Corpo de Bombeiros. Em São Paulo, por exemplo, as exigências estão vinculadas à obtenção e manutenção do AVCB ou CLCB.
No entanto, a responsabilidade pode ser compartilhada entre proprietário e locatário, dependendo da situação.
Responsabilidade do proprietário
O proprietário normalmente é responsável por:
- Entregar o imóvel regularizado junto ao Corpo de Bombeiros
- Garantir que a estrutura física atenda às normas de segurança
- Manter sistemas fixos estruturais como rede de hidrantes, saídas de emergência e sinalização permanente
- Providenciar adequações estruturais exigidas em vistoria
Se o imóvel já apresentava irregularidades estruturais antes da locação, a responsabilidade tende a recair sobre o proprietário.
Responsabilidade do locatário
Já o locatário pode ser responsabilizado quando:
- Modifica o layout interno sem adequação técnica
- Altera a carga de incêndio (exemplo: armazenamento de materiais inflamáveis)
- Deixa de realizar manutenção periódica em extintores e equipamentos
- Opera atividade diferente da prevista no contrato
- Não renova AVCB quando exigido para sua atividade
Ou seja, quem exerce a atividade no local também assume responsabilidade pela segurança operacional.
O que pesa em caso de incêndio?
Em caso de sinistro, são analisados:
- Contrato de locação
- Laudos técnicos
- Registro de manutenção dos equipamentos
- Regularidade do AVCB
- Histórico de inspeções
Se for constatado que houve negligência, tanto proprietário quanto locatário podem responder solidariamente.
E quando há vítimas?
Se houver vítimas ou danos graves, o caso pode gerar:
- Responsabilidade civil (indenizações)
- Responsabilidade administrativa (multas e interdição)
- Responsabilidade criminal por negligência ou imprudência
A omissão na manutenção de equipamentos de combate a incêndio pode ser caracterizada como falha grave.
Como evitar conflitos e riscos jurídicos
A melhor forma de evitar disputas é:
- Definir claramente no contrato quem é responsável pela manutenção
- Manter documentação atualizada
- Realizar inspeções periódicas
- Trabalhar com empresa especializada e certificada
Empresas que contam com suporte técnico adequado conseguem comprovar diligência em caso de fiscalização ou ocorrência.
A responsabilidade por falhas no sistema de incêndio pode ser do proprietário, do locatário ou de ambos. Tudo depende das circunstâncias e da origem da falha.
O mais importante é não tratar a segurança contra incêndio como detalhe contratual, mas como obrigação legal e estratégica.
A Hiper Fire atua em todo o estado de São Paulo oferecendo manutenção, recarga de extintores, inspeção de sistemas e suporte técnico especializado. Com acompanhamento profissional, empresas reduzem riscos jurídicos, evitam multas e garantem conformidade com as exigências do Corpo de Bombeiros.





